Festival de Teatro
O Festival de Teatro do Colégio Miguel de Cervantes trouxe ao palco toda a criatividade e talento dos atores do curso extra de Teatro.

Por: Tatiana Maria de Paula Silva | 5 de dezembro de 2017.

Em 8 de novembro, o Festival de Teatro do Colégio Miguel de Cervantes começou com a peça As estações, encenada pelo grupo de professores e funcionários do Colégio, com direção do professor Fábio Nogueira. A obra, de autoria coletiva, retratou quatro histórias bem-humoradas sobre o tempo, partidas, despedidas e acontecimentos cotidianos.

No dia 27 de novembro foi a vez do grupo de alunos de 8º e 9º anos, também dirigidos pelo professor Fábio, subirem ao palco com a peça Olho de Hórus. Em uma viagem ao antigo Egito, um grupo de jovens enfrentou mistérios, bandidos e desvendou enigmas para encontrar os maiores tesouros: o amadurecimento, a autonomia e a amizade.

O público viajou pelos mistérios do Oriente com a peça O livro vermelho da serpente, representada pelos alunos de 6º e 7º anos no dia 28 de novembro. Em meio ao misterioso sequestro do prefeito da cidade, um grupo de competidores de artes marciais e dois detetives bem atrapalhados desvendam um crime motivado por uma lenda milenar.

As peças contaram com uma equipe de produção formada por alunos do Ensino Médio e do Fundamental II, que deram um show à parte cuidando de todos os detalhes.

Em 29 de novembro foi a vez da turminha do 3º e 4º anos do Ensino Fundamental, dirigidos pela professora Carolina Soledad, defenderem a floresta contando com a ajuda de seres mágicos, extraterrestres, um cowboy do espaço e uma cientista para lá de maluca. A peça de criação coletiva demonstrou como a preocupação com o meio ambiente se faz cada vez mais necessária para o equilíbrio de todas as espécies.

Também dirigidos pela professora Carolina Soledad, os alunos de 4º e 5º ano apresentaram a peça ¡Por Dios! em 30 de novembro. Uma família brasileira e outra inglesa viajam para o México e aprontam a maior confusão nas comemorações de Los Dias de Los Muertos. A aventura é marcada pela dificuldade de comunicação entre elas e os habitantes locais.

Na tarde do dia 1º de dezembro, a turma do 3º ano do Fundamental trouxe ao palco a peça interativa Que confusão! A tragicomédia, apresentada por meio de mímica, apostou nessa forma de comunicação por meio de gestos como elementos expressivos. Durante toda a peça, o público foi estimulado a participar e interagir. Para encerrar, uma divertida guerra de papel entre atores e plateia acabou com o voo de um pássaro branco gigante como prenúncio de paz e harmonia entre todos.

Para o encerramento do Festival, o grupo Calango de Teatro, formado por alunos do Ensino Médio e ex-alunos, orientados pelo professor William Gerson Rosa, apresentou uma adaptação da obra A alma boa de Setsuan, de Bertolt Brecht. A ambivalência que existe em cada um de nós foi representada nessa obra, que tem como protagonista Chên Te, uma prostituta, que se destaca por sua solidariedade e compaixão ao próximo, se tornando a mais indicada ao posto de “última alma boa do mundo”.