Ensino Fundamental Anos Iniciais
Mulheres na ciência
Contribuições femininas impulsionam descobertas, ampliam a ciência e inspiram novas gerações de pesquisadores
Por: Tatiana Fardo | 11 de fevereiro de 2026.
Em celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, no Colégio Miguel de Cervantes, o Departamento de Língua Espanhola e Literatura desenvolveu atividades com turmas do Ensino Fundamental voltadas à valorização da presença feminina na produção científica; assim, buscaram promover a reflexão, o repertório cultural e a ampliação de referências para os estudantes. Para isso, os diferentes professores trabalharam com apresentações que permitiram aos alunos conhecer diversas cientistas, as dificuldades que enfrentaram e suas contribuições para a humanidade. Também realizaram desenhos sobre alguns de seus descobrimentos, que serão expostos em suas salas de aula.
As contribuições das mulheres para a ciência são importantes para o avanço do conhecimento e para o desenvolvimento de soluções que impactam a vida em sociedade. Em diferentes épocas e áreas de pesquisa, cientistas mulheres ajudaram a transformar a medicina, a tecnologia, a exploração espacial, a psicologia e a compreensão do próprio funcionamento da vida.
Esse protagonismo, no entanto, nem sempre teve a mesma visibilidade ou reconhecimento. Para ampliar a conscientização sobre essa participação e incentivar novas gerações, a ONU instituiu o dia 11 de fevereiro como o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, iniciativa apoiada pela UNESCO. A proposta é reforçar que a igualdade de oportunidades na pesquisa científica é parte essencial do progresso global. Hoje, as mulheres ainda representam menos de um terço dos pesquisadores no mundo.
Ao longo da história, nomes como Marie Curie marcaram definitivamente a ciência moderna. Pioneira nos estudos sobre radioatividade, foi a primeira mulher a receber um Prêmio Nobel e a única pessoa a conquistar o prêmio em duas áreas científicas diferentes, Física e Química. Sua pesquisa abriu caminhos para avanços médicos e tecnológicos que permanecem até hoje.
Outras pesquisadoras também tiveram papel essencial em descobertas e aplicações científicas de grande impacto, como Rosalind Franklin, na investigação da estrutura do DNA; Katherine Johnson, na matemática aplicada às missões espaciais da NASA; Nise da Silveira, na renovação das práticas de tratamento em psiquiatria; e Gertrude Belle Elion, no desenvolvimento de medicamentos fundamentais. No Brasil, cientistas como Carolina Bori, Mayana Zatz e Thelma Krug ajudaram a consolidar e projetar internacionalmente a pesquisa em psicologia, genética e estudos climáticos.
A produção científica brasileira contemporânea também apresenta avanços promissores liderados por mulheres. Um exemplo é o trabalho da pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que coordena estudos em regeneração neural. Sua equipe desenvolveu uma tecnologia baseada na
polilaminina, molécula que favorece a reconexão de neurônios lesionados na medula espinhal. Resultados experimentais recentes indicam recuperação motora e sensorial em pacientes com lesões graves, abrindo novas perspectivas para o tratamento de paralisias. Valorizar a presença das mulheres na ciência é reconhecer trajetórias que ampliam fronteiras do conhecimento e produzem impacto concreto na vida das pessoas. Também é oferecer às novas gerações referências diversas de competência, investigação e inovação, fundamentais para o futuro da própria ciência.
- Por: Ruan Santos
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