Faros del Cervantes: iluminando la convivencia | 17/08/2026

INSTITUCIONAL

Faros del Cervantes: iluminando la convivencia 

“Un faro no resuelve la tormenta, pero ayuda a que nadie la atraviese solo.” 

Conviver é uma aprendizagem que acontece todos os dias. Aprender a escutar, respeitar diferentes formas de ser, reconhecer quando alguém precisa de ajuda, dialogar diante dos conflitos e compreender que todos têm responsabilidade na construção de um ambiente acolhedor também faz parte da formação dos nossos alunos. 

É nesse contexto que nasce o Programa Faros del Cervantes, uma iniciativa vinculada ao trabalho de Convivência do Colégio Miguel de Cervantes que busca fortalecer uma cultura de cuidado, escuta, pertencimento e corresponsabilidade entre os estudantes. 

Voltado aos alunos do 6º ao 9º ano, o programa parte de uma ideia simples: os próprios estudantes podem contribuir para tornar a convivência mais positiva, desde que tenham formação, acompanhamento e clareza sobre seu papel. 

Antes de escolher um Faro, aprendemos o que significa ser um 

O caminho começa dentro das turmas. 

Antes da escolha dos alunos Faros, as tutorias desenvolveram um trabalho de sensibilização e reflexão sobre convivência, respeito, diálogo, cooperação e pertencimento. Os estudantes foram convidados a olhar para o próprio grupo, reconhecer suas qualidades e pensar sobre aquilo que ainda podem desenvolver juntos. 

Perguntas como “O que faz desta turma um grupo único?”, “Quais são nossas maiores qualidades?” e “O que ainda precisamos desenvolver como grupo?” ajudam a construir um olhar mais atento sobre as relações. 

A partir dessas reflexões, os alunos também foram convidados a pensar nas características de alguém que pode exercer um papel de apoio entre os colegas. Foi a partir desse momento que aconteceu o processo de escolha. 

Cada turma indicou entre os estudantes os colegas capazes de ouvir, acolher, dialogar e contribuir positivamente para o bem-estar do grupo. Não se buscou o aluno “perfeito” nem um líder disciplinar. O que se procurou foram estudantes com disposição para cuidar das relações e que possam se tornar referências positivas entre seus pares. 

Quem é um Faro

Cada grupo do 6º ao 9º ano conta com dois alunos Faro. Eles são estudantes que demonstram habilidades importantes para esse papel, como empatia, escuta ativa, respeito, responsabilidade, capacidade de diálogo e disposição para pedir ajuda quando necessário. 

Um Faro pode acolher um colega que esteja passando por um momento difícil, perceber uma situação de desconforto ou exclusão, favorecer o diálogo e acompanhar alguém que precise de apoio. 

Mas existe algo fundamental nessa função: um Faro não substitui o adulto. 

Ele não exerce autoridade, não possui função disciplinar e não é responsável por resolver conflitos complexos. Também não deve intervir sozinho em situações de violência, assédio ou qualquer situação que exija a atuação de um adulto. 

Seu papel é escutar, acolher, acompanhar e, principalmente, saber quando e como buscar ajuda. 

As habilidades de quem ajuda 

Para exercer essa função com responsabilidade, os Faros participam de uma formação específica coordenada pelo departamentos de Orientação Educacional, Convivência e Atenção à Diversidade. 

Entre as habilidades trabalhadas estão a escuta ativa, a empatia, a assertividade, a comunicação não violenta, a percepção de situações de mal-estar, o acompanhamento entre pares e o encaminhamento responsável aos adultos. 

São habilidades que ajudam os estudantes a compreender que ouvir alguém não significa necessariamente ter uma resposta para tudo. 

Às vezes, ajudar é simplesmente estar presente. 

É ouvir sem interromper. 
É tentar compreender sem julgar. 
É falar com respeito. 
É preservar a confiança. 
E é reconhecer que algumas situações precisam ser compartilhadas com um adulto. 

Por isso, entre os princípios de atuação de um Faro estão: escutar, acolher, não julgar, não prometer guardar segredos, buscar ajuda adulta quando necessário e acompanhar sem substituir o adulto. 

Construindo juntos a identidade dos Faros 

A formação também é um espaço para que os próprios estudantes construam sua identidade como grupo. 

Os 40 alunos Faros participam de atividades organizadas em grupos heterogêneos, reunindo estudantes de diferentes anos. A proposta utiliza estratégias de aprendizagem cooperativa, nas quais os participantes assumem diferentes responsabilidades para garantir a participação, a escuta, a organização e o respeito durante as atividades. 

Nesse processo, os alunos refletem sobre o significado de ser Faro e constroem coletivamente princípios que orientarão sua atuação. 

Um deles resume a proposta: 

“Iluminamos caminhos, acolhemos colegas e construímos juntos.” 

Uma rede de cuidado entre pares 

Os Faros recebem uma insígnia em formato de farol, que torna visível sua função dentro do Colégio e permite que outros estudantes reconheçam quem são aqueles a quem podem recorrer quando precisarem de escuta ou acompanhamento. 

Ao longo do ano, eles também participam de encontros periódicos com os professores responsáveis e o Departamento de Orientação. Esses momentos são importantes para compartilhar experiências, esclarecer dúvidas, refletir sobre situações vivenciadas e, sobretudo, cuidar também daqueles que assumiram a responsabilidade de cuidar. 

Dessa forma, o programa cria uma rede de apoio entre estudantes, sempre integrada ao acompanhamento dos adultos. 

Uma experiência especial de formação 

Nesta semana, os Faros participaram de uma formação especial preparada pelo Colégio. A programação amplia as experiências de aprendizagem e convivência e inclui atividades de integração, reflexão e desenvolvimento das habilidades necessárias para exercer essa função. 

Como parte dessa experiência, os alunos também passarão a noite no Colégio. 

Mais do que uma atividade diferente, esse momento representa uma oportunidade de fortalecer os vínculos entre os participantes, construir confiança e experimentar, na prática, os valores que sustentam o programa: cooperação, respeito, escuta, responsabilidade e pertencimento. 

Porque formar um Faro não é ensinar um aluno a resolver os problemas dos outros. 

É ajudá-lo a compreender que, em uma comunidade, ninguém precisa atravessar uma dificuldade sozinho. 

E que iluminar a convivência é, muitas vezes, simplesmente estar perto o suficiente para que o outro encontre o caminho para pedir ajuda. 

Faros del Cervantes 
Iluminando la convivencia. 

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