Agende sua visita

INSTITUCIONAL

Colégio Miguel de Cervantes celebra a leitura e a cultura espanhola na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Participação da comunidade cervantina em diferentes momentos do evento, que teve a Espanha como País Convidado de Honra, aproximou estudantes da literatura, de escritores e da cultura espanhola.

Por: Marina Savioli | 13 de setembro de 2026

Foto: Ruan Santos

O encontro com um livro pode começar de diferentes maneiras. Por uma história recomendada por alguém, pela curiosidade despertada por uma capa ou pelo desejo de conhecer um universo ainda desconhecido. Pode surgir também a partir de uma conversa com quem escreve, de uma atividade de criação ou da oportunidade de compartilhar a experiência da leitura com outras pessoas.

Criar esses encontros é parte importante da formação de leitores.

Realizada de 4 a 13 de setembro, no Distrito Anhembi, a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo reuniu leitores, escritores, editoras e diferentes manifestações culturais. Em 2026, a presença da Espanha como País Convidado de Honra tornou a edição especialmente significativa para o Colégio Miguel de Cervantes, cuja comunidade esteve presente em diferentes momentos do evento, da abertura do Pavilhão da Espanha às atividades com estudantes, à apresentação de dança espanhola e aos encontros com autoras, em experiências marcadas pela aproximação com a literatura, a cultura e a leitura.

Espanha na Bienal: literatura, cultura e encontros

Ministro da Cultura da Espanha, Ernest Urtasun | Foto: Ruan Santos

Confluencias. O conceito que representou a participação da Espanha como País Convidado de Honra na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo traduziu os muitos encontros que atravessaram o evento: entre livros e leitores, escritores e públicos, diferentes linguagens e culturas.

Para o Colégio Miguel de Cervantes, a participação da Espanha nesta edição da Bienal também foi marcada pela proximidade e pela colaboração. O Colégio agradece especialmente à ao Ministério da Cultura da Espanha @culturagob e pela Dirección General del Libro, del Cómic y de la Lectura, pela extraordinária colaboração e pelo apoio oferecidos ao longo da Bienal. Graças à sua disposição e proximidade, alunos, professores e o próprio Colégio puderam participar de diversas atividades e iniciativas realizadas no marco do evento, vivenciando uma experiência cultural e educativa especialmente significativa. O agradecimento se estende também aos organizadores da Bienal, pela acolhida, atenção e sensibilidade demonstradas em relação ao Colégio durante todo o evento.

Com uma programação que reuniu literatura, música, fotografia, poesia, quadrinhos e outras manifestações culturais, o Pavilhão da Espanha apresentou ao público brasileiro a diversidade da produção contemporânea do país. Mais do que um espaço de divulgação literária, tornou-se também um lugar de diálogo e descobertas.

Na abertura do Pavilhão, o ministro da Cultura da Espanha, Ernest Urtasun, destacou justamente a importância desses encontros. Além de aproximar o público da diversidade da literatura espanhola, o espaço proporcionou descobertas capazes de acompanhar um leitor em sua trajetória.

Para o Colégio Miguel de Cervantes, essa ideia de confluência tem um significado especial. Como um colégio espanhol situado no Brasil, o Cervantes vive diariamente o encontro entre culturas, idiomas, referências e histórias. Em sua comunidade, alunos brasileiros e hispanos compartilham experiências e constroem, na convivência, novos espaços de diálogo.

Convidado para a abertura do Pavilhão da Espanha, o diretor-geral do Colégio Miguel de Cervantes, Luis Rascado, esteve presente na cerimônia que marcou o início das atividades do espaço dedicado ao País Convidado de Honra.

Assim, a participação da comunidade cervantina nesta edição da Bienal refletiu uma experiência vivida diariamente no Colégio: a confluência entre pessoas, culturas e histórias e a possibilidade de, a partir desses encontros, descobrir novas formas de compreender o mundo.

Da literatura à dança: a cultura espanhola em movimento

Foto: Ruan Santos

A presença cervantina na Bienal também ganhou expressão por meio da dança.

Alunas do Curso Extra realizaram uma apresentação de dança espanhola durante a programação relacionada à participação do país no evento. A atividade foi orientada pela professora e ex-aluna cervantina Isabella Pabst.

Ao levar a dança a um espaço dedicado aos livros e à literatura, a apresentação destacou a diversidade das manifestações culturais espanholas e as diferentes linguagens, como literatura, música, artes visuais e dança, que compartilham histórias, experiências e memórias.

Quando os estudantes encontram quem escreve

Para um leitor em formação, conhecer quem está por trás de uma história pode transformar sua relação com a literatura.

Oficina com María Canosa | Foto: Ruan Santos

Ouvir quem escreve, descobrir como surgem personagens e narrativas e participar de uma atividade de criação ajuda a tornar os livros mais próximos. A obra deixa de ser apenas o resultado final e passa a revelar também os caminhos, as perguntas e os processos que fazem parte da criação.

Essa foi uma das experiências vividas pelos estudantes do 4.º ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais na quarta-feira, 9 de setembro. Os alunos participaram de uma oficina de criatividade e narrativa com a escritora galega María Canosa, realizada no Pavilhão da Espanha durante a 28ª Bienal.

A atividade proporcionou aos estudantes uma experiência direta com uma das autoras participantes da programação espanhola na Bienal e uma aproximação com o universo da criatividade e da construção de narrativas.

A Bienal também chegou ao Colégio

Aitziber Alonso em encontro com alunos do 5º ano EFAI | Foto: Ruan Santos

A experiência dos estudantes com a literatura espanhola não se limitou à visita ao Distrito Anhembi.

Durante a realização da Bienal, o Colégio Miguel de Cervantes recebeu três autoras espanholas que participaram do evento para encontros com os alunos.

A escritora e ilustradora basca Aitziber Alonso esteve com os estudantes do 5.º ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais. Em sua primeira visita ao Brasil, a autora conversou com as crianças sobre seu trabalho e respondeu às perguntas dos alunos, que puderam conhecer mais de perto o universo da ilustração e da criação de livros.

Durante o encontro, Aitziber também falou sobre uma de suas obras mais importantes, “Yo también quisiera un mango”, aproximando os estudantes de seu processo criativo e de sua produção.

María Canosa em encontro com alunos do 4º ano EFAI | Foto: Ruan Santos

Os alunos do 4º ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais participaram de um encontro com a escritora galega María Canosa. Com grande parte de sua produção voltada à literatura infantil e juvenil, a autora conversou com os estudantes sobre literatura, o ofício de escritora e a importância de saber se expressar bem em uma língua.

A imaginação também esteve no centro da conversa. María Canosa destacou a importância de deixar as ideias voarem e se encantou com a curiosidade e o interesse dos alunos pelas histórias, pelos livros e pelo universo da imaginação. Ao final do encontro, os estudantes assumiram um compromisso especial: continuar lendo e deixar a imaginação voar.

Teresa Valero em encontro com alunos do 9º ano EFAF | Foto: Ruan Santos

Já os estudantes do 9.º ano do Ensino Fundamental Anos Finais receberam a autora de quadrinhos Teresa Valero, vencedora do prêmio de Melhor Obra Nacional da Comic Barcelona 2025 por “Contrapaso”, obra publicada em 2026 no Brasil.

Durante o encontro, a autora compartilhou sua trajetória, desde o início de sua carreira no universo da animação até a construção de “Contrapaso”. A conversa também abordou a importância da arte na formação das pessoas e o papel da leitura, do desenho e das expressões que contribuem para aquilo que nos torna humanos.

Os encontros criaram oportunidades para que os estudantes conhecessem de perto autoras que atuam na produção literária contemporânea espanhola, aproximando-os das pessoas que estão por trás das histórias.

Ao encontrar quem escreve, tornou-se mais fácil compreender que por trás das obras existem trajetórias, referências, perguntas e processos criativos, além de pessoas que encontraram na literatura uma forma de imaginar, compreender e narrar o mundo.

Formar leitores é criar oportunidades para o encontro

O hábito da leitura se constrói com experiências que aproximam crianças e jovens dos livros. Conhecer diferentes histórias e autores, participar de conversas e oficinas e vivenciar a literatura para além da sala de aula são oportunidades que podem despertar o interesse e fortalecer, ao longo do tempo, a relação com a leitura.

Nesse sentido, eventos como a Bienal do Livro tiveram um papel importante na formação de novos leitores. Ao reunir autores, leitores e diferentes manifestações culturais, o evento transformou a literatura em uma experiência compartilhada e abriu novos caminhos para o encontro com os livros.

Páginas relacionadas