33ª Feira do Livro do Colégio Miguel de Cervantes – 30 de abril
O último dia reuniu escritores e público em um evento de consagração às artes e à literatura

Por: Tatiana Maria de Paula Silva | 2 de maio de 2016.

No quarto dia da Feira, o Colégio Miguel de Cervantes recebeu grandes autores, como Adriana Carranca, Antonio Carlos Brolezzi, Arnaldo Branco, Carla Caruso, Daniel Kondo – Eloar Guazzelli, Fábio Sombra, Ilan Brenman, Jean Claude R. Alphen, José Roberto Torero, Katia Canton, Llanos Campos Martínez, Marcelo Rubens Paiva, Marina Franco Michel Gorski, Patricia Auerbach, Paula Browne, Rodrigo Lacerda, Sílvia Zatz, Stela Greco Loducca, entre outros. A programação contou com diversas oficinas, exposições, entrevistas com autores e apresentações musicais, eventos que tomaram conta de toda a estrutura do Colégio.

Os estandes elaborados por alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental foram visitados pelos autores e público geral, que puderam apreciar os conteúdos desenvolvidos com os alunos a partir dos trabalhos realizados sobre as obras.

A exposição sobre a vida e obra de Miguel de Cervantes, em homenagem ao quarto centenário da morte do escritor, abrilhantou ainda mais o tradicional evento.

Durante a Feira, a sala de imprensa dos alunos do Programa de Escrita Avançada, coordenado pela professora Fernanda Rodrigues Baruel, acompanhou todos os eventos. A cobertura completa pode ser acessada no site oficial da Feira: www.cmc.com.br/feiradolivro2016 .

Eloar Guazzelli e Arnaldo Branco
Vidas Secas e Kaputt Graphics Novels

Durante a Feira, os alunos do Ensino Médio e o público em geral receberam no Teatro do Colégio os ilustradores e roteiristas Eloar Guazelli e Arnaldo Branco. Para iniciar o encontro, a professora de Produção de Texto e chefe do Departamento de Língua Portuguesa do Colégio Miguel de Cervantes, Lilian Lisete Garcia da Silva, deu as boas-vindas a todos e passou a palavra à professora Mérope Bernarchi, que apresentou a biografia dos autores e os trabalhos realizados pelos alunos do 2º ano do Ensino Médio com Vidas Secas (tanto com a obra original quanto com a adaptação) e pelos do 3º ano com Kaputt, adaptação vencedora do Prêmio Jabuti no ano passado.

Ela comenta que os trabalhos com a adaptação despertaram o interesse na leitura do original, o que resultou nas leituras e discussões, em sala, de trechos da obra original. Segundo ela, o objetivo do trabalho era a produção de resenhas críticas, por meio da análise das duas obras. As professoras promoveram um concurso de resenha, que julgou a articulação dos elementos para a construção do gênero resenha, conteúdos gramaticais e ortográficos. As professoras anunciaram a premiação na presença dos autores.

A professora Lilian agradeceu a banca julgadora, composta pelos professores Fabio Brazolin Abdulmassih, de Língua Portuguesa do Ensino Médio, Leila Maria Pereira, de Produção de Texto do Ensino Fundamental II, Amélia R. M. Farré Salazar, diretora de ensino do Colégio, e Kátia Regina Pupo, orientadora do Ensino Médio.

O resultado do concurso foi o primeiro lugar para a aluna Daniela Ribeiro Castro, do 3º B, segundo lugar para Henrique Hirata Kimura, do 3ºB, terceiro lugar para Mariana Contreras Barroso, do 3º B, quarto lugar para José Carlos Chaves de Azevedo Bolonhez, do 3º B, e quinto lugar para a aluna Heloisa Baptistella Machado de Carvalho, do 3º A. As professoras também criaram uma categoria especial: melhor resenha produzida por aluno hispanohablante. O premiado em tal categoria foi o aluno José Luiz Tirado Alor, do 3ºA, que é hispanofalante advindo recentemente do curso de adaptação à Língua Portuguesa e que se destacou na produção da resenha.


Fotos: Tatiana Maria de Paula Silva

Na sequência, o escritor Arnaldo Branco, responsável pela adaptação do roteiro de Vidas Secas para quadrinhos, falou sobre o trabalho e a responsabilidade em abordar obra de Graciliano com respeito. Arnaldo comenta que, diferentemente de Eloar, ele começou a pensar no roteiro após assistir ao filme brasileiro de 1963, dirigido por Nelson Pereira dos Santos, mas que optou em certo momento por criar uma composição tomando como referência a leitura do texto da obra.

Na sua fala, Eloar explicou a relação de amizade e de cumplicidade profissional que tem com Arnaldo. Eloar elogiou ainda o trabalho primoroso que o amigo fez e que, a seu ver, facilitou muito a produção do quadrinho. Como contraponto, Eloar comenta que a obra em questão foi a que ele desenhou com mais raiva, por se tratar de um texto tão denso e cruel. “Graciliano escreve de uma forma muito cinematográfica, e esse livro me emocionou muito. Eu nunca desenhei com tanta raiva. Essa é uma história tão crua, tão cruel e tão dura que não caberia, a não ser para o gênio, colocar cor nesse quadrinho”, conclui Eloar.

Ao final, os autores responderam às perguntas feitas pelos alunos do Colégio e elogiaram o alto nível de compreensão e questionamentos. O sucesso foi tão grande perante a insuficiência do tempo para tantas perguntas, que os autores sugeriram a continuação do bate-papo em uma videoconferência.

Rodrigo Lacerda
Hamlet
ou Amleto?

Acompanhado pelas professoras de Língua Portuguesa e Produção de Texto Roberta Fernandes e Simone Seifert Deffente Migliari, o premiado escritor Rodrigo Lacerda, por conta da efeméride do IV Centenário da Morte de Willian Shakespeare, oportunamente se encontrou com os alunos do 8º e do 9º ano do Ensino Fundamental para conversar a respeito de sua genuína adaptação: Hamlet ou Amleto?

Rodrigo afirma que, embora muitos acred